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Falta de conservação pode penalizar síndico



A ausência de manutenção preventiva e corretiva das fachadas de um imóvel pode virar uma enorme dor de cabeça para os síndicos de condomínios. O inciso V do artigo 1.348 do Código Civil Brasileiro determina que caso haja omissão ou má gestão na conservação e guarda das partes comuns do condomínio ou descontinuidade na prestação dos serviços essenciais, o síndico pode responder civil ou criminalmente por seus atos ou omissões.
 
De forma geral, as fachadas estão sujeitas à degradação, especialmente em função da exposição às intempéries, como poluição, chuva, vento, sol excessivo, névoa salina e outros fatores climáticos. Em casos avançados ou pontuais, o descuido com a manutenção da fachada pode resultar no desplacamento do revestimento, com consequências imprevisíveis para a segurança de moradores e transeuntes.
 
Existem duas soluções mais comuns para esse tipo de problema, a revitalização ou o retrofit. É importante destacar que a infraestrutura para viabilização do acesso à fachada muitas vezes representa valor expressivo do orçamento. Logo, deve-se sempre considerar a possibilidade de se fazer um retrofit antes de decidir pela simples revitalização.
 
O retrofit de fachada serve para modernizar a edificação, tornando-a mais atualizada, adequada e compatível com o perfil do bairro onde a construção está instalada. E pode ir além, com a incorporação de elementos de arquitetura sustentável que gerem ganhos vinculados à eficiência energética. Para tanto, é importante entender que cada real investido se reverterá na evidente valorização do imóvel e na redução dos custos de operação e manutenção. 
 
A mudança alterou também o comportamento do consumidor na hora de comprar um imóvel. Enquanto o consórcio imobiliário fechou 2017 com crescimento de 45,1% em volume de créditos comercializados na comparação com 2016, os financiamentos sofreram retração de 7,4% no período. 
 
Reforma valoriza o imóvel
 
A revitalização é uma técnica bastante simples, que consiste basicamente na verificação das condições de aderência dos revestimentos e recomposição pontual da área que apresenta problema, restabelecendo as condições de segurança. Cabe, no entanto, lembrar que, sem a adoção de um adequado sistema de proteção, como recuperação estrutural, pintura ou rejuntamento, os problemas voltarão a acontecer.
 
Já o retrofit é uma intervenção muito mais ampla e indicada quando se pretende não só recompor o revestimento existente, mas também promover a atualização arquitetônica e a valorização da edificação, agregando valor ao imóvel e seu entorno.

Fonte: O Dia

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