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TJ do Rio tem duas novas desembargadoras


05 de novembro de 2014

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro tem duas novas desembargadoras. São as juízas Mônica Feldman de Mattos, da 12ª Vara de Família da Capital, e Márcia Cunha Silva Araújo de Carvalho, da 2ª Vara Empresarial do Rio. Elas foram promovidas nesta segunda-feira, dia 3 de novembro, pelos desembargadores do Órgão Especial.

Mônica Feldman foi promovida pelo critério de antiguidade, na vaga decorrente da aposentadoria do desembargador Edson Queiroz Scisinio Dias; e Márcia Cunha, pelo critério de merecimento, na vaga da desembargadora Elizabeth Gomes Gregory, que também se aposentou. A desembargadora Mônica Feldman vai atuar na 27ª Câmara do Consumo e, Márcia Cunha, na 26ª.

Ao empossar as magistradas no novo cargo, a presidente do TJRJ, desembargadora Leila Mariano, disse que elas vão enriquecer o Tribunal.

“É com grande prazer  que presido esta sessão especial, que traz a este Tribunal duas mulheres corajosas e de valor. Ambas mostraram uma linha humanística ao longo de toda a carreira. Ambas têm um traço em comum. Começaram na Defensoria Pública para depois chegarem à magistratura. Ambas atuaram em várias comarcas, fizeram aquela peregrinação natural do juiz de Direito até chegar à capital. A contribuição que elas deram ao Poder Judiciário foi bastante intensa. Cada uma na sua vertente, mas todas com conhecimento profundo e vontade de acertar e, principalmente, olhando para os jurisdicionados”, afirmou.

A presidente lembrou também que as novas desembargadoras são professoras da Escola da Magistratura do Rio (Emerj).

A cerimônia de posse contou com a presença de magistrados, procuradores, defensores, servidores, familiares e amigos. Também participaram da solenidade seis ex-presidentes do TJ do Rio, os desembargadores Antonio Carlos Amorim (biênio 1993/1995), José Lisboa da Gama Malcher (1995/1997), Thiago Ribas Filho (1997/1999), Humberto de Mendonça Manes (1999/2001), Marcus Faver (2001/2003) e Miguel Pachá (2003/2005).

Para a desembargadora Leila Mariano, os ex-presidentes testemunharam as atividades das duas magistradas e a presença deles na solenidade é uma homenagem e serve também de estímulo para os novos juízes.

16 anos de atuação na 12ª Vara de Família da Capital

A desembargadora Mônica Feldman de Mattos é natural do Rio de Janeiro, casada e mãe de dois filhos. Ela formou-se em Direito pela Uerj em 1988 e, no ano seguinte, foi aprovada em concurso para a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, onde permaneceu até 1993, quando ingressou na Magistratura Fluminense.

Atuou nas Comarcas de São Gonçalo e Niterói e, em seguida, em diversas Varas Cíveis e de Família, dentre outras na Comarca da Capital, como juíza regional. Em outubro de 1998, foi promovida, por merecimento, para a 12ª Vara de Família da Comarca da Capital, lá permanecendo por 16 anos. Integrou também grupo de trabalho no Centro de Estudos e Debates, CEDES, igualmente compondo a Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional (Cejai). Foi ainda professora da Emerj e juíza eleitoral.

Primeiro lugar no concurso para a Magistratura do Rio

A desembargadora Márcia Cunha Silva Araújo de Carvalho é casada e mãe de três filhos. Formou-se em Ciências Econômicas pela Universidade Católica de Petrópolis, em maio de 1984 e em Direito em dezembro de 1988. É  pós-graduada e mestre em Direito pela Universidade Gama Filho, na área de Cidadania e Justiça.

Exerceu a advocacia de maio de 1989 a 26 de outubro de 1990, quando foi aprovada e classificada em 10º lugar no concurso para a Defensoria Pública. Também foi promotora de Justiça, aprovada em concurso público e classificada em 5º lugar. Ingressou na magistratura fluminense em setembro de 1992, após ser aprovada em concurso público e classificada em primeiro lugar.

A desembargadora Márcia Cunha foi diretora tesoureira da Mutua dos Magistrados e secretária-geral da Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj) por duas vezes. Atualmente é membro do Conselho Deliberativo da Mútua, coordenadora de ensino da disciplina de Direito Empresarial e professora de Processo Civil e Direito Empresarial da Emerj. Também é professora de Processo Civil da Escola de Administração (Esaj) do Tribunal de Justiça, além de participar  como palestrante e debatedora em diversos seminários e congressos. A magistrada é co-autora do livro “Juizado Especial Cível”, lançado em 1998, pela Editora Renovar, e autora de vários artigos jurídicos publicados em revistas especializadas.

Fonte: TJ RJ - 03/11/2014  

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