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Charitas, em Niterói, vive nova investida do mercado imobiliário



NITERÓI - O lançamento de apartamentos em Charitas, que passou por uma “calmaria imobiliária”, deve voltar com tudo a partir do ano que vem. O bairro vive uma nova investida do setor de imóveis e teve, somente este ano, 12 construções licenciadas pela prefeitura. Segundo a Associação das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-Niterói), oito empreendimentos de alto padrão serão postos à venda nos próximos três anos, totalizando cerca de 200 novos imóveis.

O presidente da Ademi-Niterói, Bruno Serpa Pinto, diz que a abertura do Túnel Charitas-Cafubá foi um dos principais atrativos para a retomada de investimentos no bairro.

— Quando começamos a investir em Charitas, algumas ruas sequer eram asfaltadas, e as construtoras promoveram a pavimentação. Com as limitações de verticalização de São Francisco e o atrativo de mobilidade para o Rio devido à estação hidroviária, Charitas era um caminho natural do mercado. Com a abertura do túnel, que trouxe maior proximidade com as praias oceânicas, a inauguração da garagem subterrânea e a previsão de revitalização da orla, o bairro ficou ainda mais atrativo — avalia Serpa Pinto.

As mudanças na paisagem do bairro são notáveis, ruas antes bucólicas vivem a agitação do trabalhos dos operários. Num terreno da Rua Juiz Aberto Nader, há uma semana, máquinas trabalham intensamente. Na Rua Doutor Armando Lopes, também há vários terrenos prontos para iniciar as construções.

A aposentada Kinita Gold, porém, que foi atraída para o bairro há oito anos pelo ar interiorano, lamenta as mudanças trazidas pelas novas construções.

— Saí de Copacabana justamente para morar num local mais agradável, sem prédios, mas tudo mudou desde que vim para cá. Na minha rua (Juiz Aberto Nader), as últimas casas que ainda restam estão sendo demolidas — conta.

Leonardo Fonte, membro da União dos Síndicos de Charitas, vê com bons olhos a chegada dos novos empreendimentos.

— Temos apenas a preocupação de que todo esse crescimento natural venha junto com ordenamento público. A prefeitura precisa cobrar das concessionárias um incremento na estrutura do bairro para não termos transtornos — ressalta.

A prefeitura não comentou as ações de infraestrutura previstas para o bairro. Em nota, diz que, como contrapartida ambiental “para as construções do local, foi determinada a doação de mudas para o Horto de Itaipu e a doação de placas para o Parque da Duna Grande, em Itaipu”.

Fonte: O Globo

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